França e Alemanha se oferecem para construir submarinos para a Argentina
Em 7 de outubro, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das forças armadas argentinas disse que França e Alemanha haviam oferecido financiar toda a compra dos submarinos pretendidos pelos argentinos, com reembolso em parcelas, embora os termos não tenham sido confirmados publicamente por nenhum dos governos. A marinha concluiu sua avaliação técnica do Scorpène do Grupo Naval e do Tipo 209NG oferecidos pela ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS). A decisão agora cabe ao presidente Javier Milei.
O orçamento proposto para 2027 autorizaria empréstimos de até US$ 2,3 Bilhões (aproximadamente £1,7 Bilhões) para três submarinos baseados em Mar del Plata. Mais US$ 1,2 bilhão é destinado para empréstimos para construir duas fragatas. Essas disposições permitiriam negociações e arranjos de financiamento, mas não constituem contratos de construção naval.
O almirante apresentou a compra como separada de qualquer intenção de tomar as Falklands pela força, mas sugeriu que mantê-las eventualmente se tornaria economicamente insustentável para a Grã-Bretanha. Essa é uma retórica familiar de soberania, mas restaurar uma força de submarinos argentina introduziria uma grande complicação para os planejadores de defesa britânicos. Mesmo um único submarino conhecido por estar no mar cria uma ameaça potencial para a navegação e exigiria dos escassos recursos ASW da Marinha Real Britânica que competiriam por prioridade com as tarefas da OTAN.
A Argentina está sem um submarino operacional desde que o ARA San Juan foi perdido com todas os 44 marinheiros a bordo em novembro de 2017. A Marinha Real e a RAF contribuíram para o esforço inicial de busca. O naufrágio foi localizado cerca de um ano após sua perda, a uma profundidade de 907m. Acredita-se que a água do mar tenha entrado em um compartimento de bateria, causando um incêndio elétrico, seguido pela perda do controle de profundidade.
O antigo submarino ARA Salta permanece ao lado em Mar del Plata como plataforma de treinamento, enquanto submarinistas argentinos realizam treinamentos ocasionais no mar com a Marinha do Peru. Salta é um Tipo 209/1200, comissionado em 1974, fabricado em seções pela HDW na Alemanha (atualmente TKMS) e montado no estaleiro Tandanor em Buenos Aires. Os barcos TR-1700 posteriores da Argentina, Santa Cruz e San Juan, eram um projeto separado e maior, supostamente seriam preparados para receberem propulsão nuclear nos anos 80, mas por falta de fundos a intenção não foi adiante.
Existem razões marítimas legítimas para reconstruir a força além da disputa sobre as Falklands. A Argentina tem extensas águas para monitorar, atividade pesqueira estrangeira ao longo da borda de sua zona econômica exclusiva e vizinhos como o Brasil e Chile operando submarinos modernos. Um submarino é um instrumento caro para vigilância pesqueira, mas fornece coleta de inteligência e um meio de negar a um adversário a liberdade de movimento no mar.
A geografia da área de operações exige submarinos com boa resistência. Mar del Plata fica a aproximadamente 1.500 km (820 milhas náuticas) de Port Stanley, enquanto Ushuaia, onde a Argentina planeja desenvolver suas instalações navais, fica a cerca de 700 km de distância. O ARA San Juan e seu irmão, o ARA Santa Cruz, eram submarinos convencionais relativamente grandes e rápidos quando introduzidos e adequados para as distâncias envolvidas nas operações no Atlântico Sul.

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