"Rafale é difícil de superar aeronaves stealth", admite piloto francês

 

Pilotos franceses de caça admitem que a tarefa de derrotar uma aeronave stealth usando o atual sistema de sensores do Rafale continua extremamente difícil, expondo lacunas operacionais que têm implicações para a França, as guerras aliadas da OTAN e o planejamento do poder aéreo global.

A avaliação não se baseia em batalhas recentes, vazamentos de informações de treinamento ou alegações de concorrentes do setor, mas sim contida em um estudo estratégico francês de janeiro de 2025 sobre os esforços do poder aéreo ocidental para alcançar a dominação aérea até 2035.

O estudo foi elaborado pelo tenente-coronel Adrien Gorremans e Jean-Christophe Noël, dois experientes aviadores militares franceses, como uma crítica interna à estrutura de forças, sensores, armamento, doutrina e preparação para guerra de alta intensidade.

As descobertas mais importantes mostram que o Rafale continua altamente capaz contra aeronaves não invisíveis, mas a falta de tecnologia de detecção muito baixa (VLO) pode colocar a França atrás das aeronaves de quinta geração na penetração de sistemas avançados de defesa aérea integrada.

A distinção é importante porque a superioridade aérea moderna depende cada vez mais da capacidade de detectar, identificar, rastrear e atacar aeronaves inimigas antes que os adversários explorem trilhas de radar baixo, guerra eletrônica, mísseis de longo alcance, bem como redes de mira distribuídas.

O relatório não diz que o Rafale está obsoleto ou que a tecnologia stealth garante a vitória, mas aponta as limitações dos sensores ao criar uma fraqueza de "ver primeiro, atirar primeiro" ao enfrentar aeronaves de quinta geração em uma batalha além do alcance de visão.

O alerta tem importância global à medida que a China expande sua frota de J-20, a Rússia desenvolve Su-57s, F-35s são cada vez mais usados entre nações aliadas, enquanto várias outras potências buscam o desenvolvimento doméstico de caças de quinta geração.

Para os operadores Rafale e potenciais clientes, a principal questão não é se a aeronave ainda é temida, mas se sua rede de combate pode sobreviver em um campo de batalha dominado por tecnologia invisível, guerra eletrônica e densidade de sensores.

Para Paris, a avaliação revela uma fraqueza estratégica, já que a França pode continuar possuindo poder soberano de aviação nuclear, bem como capacidades avançadas de ataque convencional, mas depender de aeronaves furtivas aliadas para realizar as missões de penetração mais perigosas.

A formação da combinação de duas camadas colocará a aeronave de quinta geração na linha de frente como um nó de sensoriamento e mira, enquanto o Rafale fornece capacidade de armamento, apoio eletrônico, ataque de longo alcance, defesa aérea e poder de combate subsequente.

Essa divisão de funções tem o potencial de transformar a estrutura de governança da OTAN, a distribuição de petroleiros, o planejamento de missões, o compartilhamento de inteligência e o armamento, especialmente nos estágios iniciais das operações contra sistemas móveis, em rede e multicamadas de defesa aérea.

Assim, o programa Rafale F5 da França, a dependência da Europa da tecnologia de invisibilidade dos EUA, o crescente poder aéreo da China e a modernização dos caças globais agora colidem com uma questão importante: quem dominará a detecção futura em campos de batalha?


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