O histórico pouso de foguetes espaciais reutilizáveis da China vai permitir guerra espacial com custo viável

 

A China alcançou um marco importante na tecnologia de lançamento reutilizável ao recuperar com sucesso o primeiro estágio de um foguete de classe orbital pela primeira vez. A conquista foi alcançada usando o novo veículo lançador Longa Marcha 10B, cujo propulsor retornou à Terra após a separação dos estágios e foi capturado por uma plataforma flutuante offshore usando um sistema de recuperação de rede e gancho. Isso forneceu uma alternativa às pernas de pouso usadas pelos foguetes reutilizáveis dos EUA. 

A missão colocou com sucesso sua carga útil em órbita, ao mesmo tempo em que demonstrou de forma mais significativa a primeira recuperação operacional da China de um propulsor de veículo lançador orbital. 

Diferente do Falcon 9 da SpaceX, que realiza um pouso vertical motorizado com pernas desdobradas, o sistema chinês usa quatro ganchos montados no propulsor que engatam uma grande rede suspensa acima de uma plataforma marítima. Engenheiros argumentam que eliminar as pernas de pouso reduz o peso estrutural e a complexidade, permitindo que mais da massa do foguete seja dedicada à carga útil enquanto simplifica a reforma. Espera-se que o reforço recuperado seja inspecionado e reutilizado antes do final do ano, demonstrando que a reutilização, e não a recuperação única, é o objetivo final. 

O Longa Marcha 10B representa um passo significativo no esforço mais amplo da China para reduzir os custos de lançamento e aumentar drasticamente a cadência de lançamentos. Desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT), o foguete é capaz de colocar aproximadamente 16 toneladas em órbita baixa da Terra, tornando-o adequado para lançar grandes satélites de comunicação, espaçonaves militares e futuros elementos da crescente infraestrutura orbital chinesa. Sistemas de lançamento reutilizáveis são vistos como essenciais se a China quiser implantar constelações de satélites em escala comparável à rede Starlink dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que apoia planos ambiciosos de exploração lunar antes de 2030. 

O lançamento e recuperação do Longa Marcha 10B destaca o rápido progresso da China em tecnologia de lançamento reutilizável e aumenta a possibilidade de o país ultrapassar rapidamente os EUA nessa área. Isso é considerado crítico, pois o espaço desempenha um papel cada vez mais central na guerra, enquanto reduzir os custos de colocar cargas úteis em órbita continua sendo um dos principais desafios para ambas as principais potências mundiais. A China já liderou o mundo em múltiplos aspectos de seu programa espacial, incluindo a construção da primeira rede quântica baseada no espaço, o lançamento dos foguetes de combustível sólido mais potentes do mundo e, mais recentemente, o desenvolvimento do sistema de propulsão elétrica mais potente para satélites, que permite o desenvolvimento de satélites maiores e mais pesados e proporciona maior manobrabilidade orbital.

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