China demonstra capacidade avançada de ataque com artefatos hipersônicos no 60º aniversário das forças de mísseis

 


Imagens divulgadas pela mídia estatal chinesa marcando o 60º aniversário da Força de Foguetes do Exército de Libertação Popular, responsável por operar a grande maioria do arsenal de mísseis balísticos do país, mostraram as unidades de mísseis hipersônicos DF-17 participando das operações. As imagens mostravam transportadores-lançadores DF-17 móveis em estrada realizando implantações em campo e preparativos para lançamentos, destacando uma das capacidades de ataque convencional mais avançadas da Força de Foguetes. A inclusão do DF-17 parece ter como objetivo enfatizar a modernização da Força de Foguetes na última década, com o serviço tendo sido o primeiro no mundo a operacionalizar mísseis que integram veículos hipersônicos para funções de ataque tático.

O DF-17 é considerado um dos sistemas de mísseis mais inovadores do mundo, pois combina um propulsor de mísseis balísticos com um veículo planador hipersônico. Em vez de seguir a trajetória parabólica previsível de um míssil balístico convencional, o propulsor libera o veículo planador na alta atmosfera, onde ele desce em direção ao alvo em velocidades hipersônicas enquanto realiza manobras aerodinâmicas tanto em arfagem quanto em guinada. Essa combinação de alta velocidade e manobrabilidade torna a interceptação quase impossível. Isso foi recentemente demonstrado pelas demonstrações recentes da Rússia e do Irã das capacidades de seus respectivos mísseis Oreshnik e Fattah 2 contra alvos na Ucrânia e em Israel, com fontes israelenses concluindo que defender-se contra tais mísseis exigiria uma abordagem totalmente nova para a defesa antimísseis.

O DF-17 também oferece um alto grau de capacidade de ataque de precisão, com seu veículo planador acredita-se que utilize sistemas avançados de guiagem, permitindo engajar com precisão alvos fixos de alto valor, como centros de comando, bases aéreas, centros logísticos e infraestrutura reforçada. Sua velocidade e perfil de voo terminal em baixa altitude aumentam a probabilidade de penetrar as defesas inimigas antes que a interceptação possa ocorrer. Outra grande vantagem é a plataforma de lançamento rodoviário do DF-17. Montado em um transportador-lançador-lançador, o míssil pode ser ocultado, rapidamente reposicionado e lançado de locais dispersos. Essa mobilidade aumenta significativamente a sobrevivência ao complicar a vigilância inimiga e o planejamento preventivo de ataques, permitindo que unidades de lançamento se realoquem frequentemente e operem a partir de locais preparados ou improvisados. 

O míssil foi projetado para se integrar ao complexo de reconhecimento-ataque centrado em rede da China, e acredita-se que seja capaz de receber informações de mira de satélites, radares além do horizonte, aeronaves não tripuladas, ativos de patrulha marítima e outras plataformas de inteligência. 



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