Helicóptero CH-47F Chinook americano destruído no Kuwait: ataque de drone iraniano revela grande fraqueza da base dos EUA
A destruição de um helicóptero pesado CH-47F Chinook do Exército dos EUA no Campo Buehring expandiu dramaticamente o confronto Irã-EUA de espaço aéreo disputado para o mais importante centro logístico de Washington, no Kuwait.
Imagens circuladas pela mídia iraniana e redes de monitoramento de defesa mostraram o cockpit do helicóptero completamente destruído, as pás dianteiras do rotor destruídas e a fuselagem despedaçada pela explosão e pelos destroços metálicos.
Se confirmado de forma independente, o ataque seria o primeiro incidente registrado publicamente envolvendo um drone suicida iraniano destruindo um helicóptero de transporte pesado americano dentro do território kuwaitiano.
O momento do ataque causou grande preocupação entre as bases militares regionais porque ocorreu logo após um caça F-15E Strike Eagle pertencente à Força Aérea dos EUA ter sido abatido no Irã.
Alguns analistas de código aberto avaliam que o helicóptero pode estar sendo preparado para apoiar operações de busca e resgate em combate relacionadas à aeronave Strike Eagle caída. Essa possibilidade sugere que o Irã não está mais apenas mirando infraestrutura estática, mas agora atacando a arquitetura logística que possibilita operações de combate americanas em toda a região do Golfo.
Nenhum militar americano foi registrado morto no incidente, mas a destruição de um CH-47F avaliado entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, teve impactos operacionais significativos.
O Pentágono, a Sede Central dos EUA e a Casa Branca ainda não confirmaram nem negaram o ataque, mantendo assim um padrão oficial de ambiguidade sobre os supostos campos de batalha do Irã. A ausência de uma declaração oficial ampliou a incerteza sobre a escala exata das perdas americanas no Kuwait, Iraque e em todo o campo de batalha do Golfo desde o final de fevereiro.
Quer Washington eventualmente admita o incidente ou não, o ataque prova que uma base na retarguarda bem protegida não pode mais ser considerada estrategicamente segura.
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