China está desenvolvendo sua própria aeronave gunship: Y-9GX-18 é visto até com canhão de 105 mm

 

A China pode estar à beira de uma grande mudança no poder aéreo tático após as redes sociais afirmarem que o Exército de Libertação Popular está desenvolvendo um caça Y-9GX-18 que se assemelha ao AC-130 especial dos Estados Unidos. A especulação imediatamente atraiu atenção internacional porque aeronaves chinesas com canhões de 105mm disparando de lado eram capazes de expandir as opções de Pequim em conflitos de baixa intensidade e operações anfíbias. Várias contas de redes sociais com temática militar afirmaram em 13 a 14 de abril que a China havia revelado ou estava testando uma variante do fortemente armado Y-9.

A alegação é ainda mais preocupante porque tais aeronaves são capazes de fornecer apoio de fogo aéreo prolongado quando se trata de operações em ilhas disputadas e áreas sensíveis de fronteira. O relatório tornou-se ainda mais importante depois que observadores apontaram que o Y-9 já era a base para várias outras aeronaves especiais chinesas. A situação criou uma base logística e industrial existente que permitiu a Pequim converter rapidamente tais plataformas de transporte em aeronaves armadas.

Um anúncio amplamente divulgado afirmou que a aeronave foi projetada para "ataques de precisão e operações terrestres" dentro do espaço aéreo autorizado. A linguagem é muito semelhante à doutrina do uso de aeronaves de combate aéreo dos Estados Unidos que tem sido usada em operações de guerra de baixa intensidade.

Se essa afirmação for verdadeira, o Y-9GX-18 provavelmente estará entre os desenvolvimentos mais disruptivos da China em equilíbrio estratégico desde o surgimento da variante de guerra eletrônica Y-9. O momento da disseminação do boato também foi significativo, pois surgiu à medida que o Exército de Libertação Popular continuava a expandir várias variantes especiais do Y-9.

O desenvolvimento mostra que Pequim ainda busca novas formas de combinar o poder aéreo com operações de implantação militar de forma mais agressiva.

Embora ainda não tenha sido confirmado, a controvérsia em torno do Y-9GX-18 mostra como as percepções sobre as inovações militares chinesas são capazes de influenciar ameaças regionais.



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