Catar está perto de assinar aliança de defesa com o Paquistão após ataque israelense, desencadeando realinhamento do poder militar no Golfo Pérsico
Catar, que está caminhando para um acordo estratégico de defesa com o Paquistão nuclear, tornou-se o desenvolvimento militar mais importante no Golfo desde que a Arábia Saudita assinou uma aliança conjunta de defesa com Islamabad. O acordo em negociação ocorre enquanto as preocupações de segurança regional aumentam após ataques aéreos israelenses a Doha em setembro de 2025 exporem a vulnerabilidade dos estados do Golfo, apesar de possuírem proteções de segurança dos EUA.
Ao buscar cooperação formal com o Paquistão, o Catar está sinalizando que o planejamento futuro da defesa do Golfo dependerá cada vez mais de laços militares multilaterais, bem como de capacidades de defesa locais.
A última reunião do primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif em Doha acelerou as negociações após o vice-primeiro-ministro e ministro de Assuntos da Defesa do Catar, Sheikh Saoud bin Abdulrahman Al Thani, elogiar as capacidades das forças armadas do Paquistão. Sheikh Saoud teria descrito o exército paquistanês como operando em um "nível muito alto", um elogio incomum considerando que o Catar raramente emite declarações tão abertas contra forças estrangeiras.
O acordo proposto segue o Acordo Estratégico Conjunto de Defesa Saudita-Paquistão Arábia-Paquistão, assinado em setembro de 2025, que estipula que qualquer agressão contra um dos países é considerada uma ameaça a ambos.
O acordo saudita mudou completamente o cálculo da segurança do Golfo, pois provou que o Paquistão estava disposto a formalizar compromissos regionais de defesa além das missões tradicionais de treinamento, bem como do envio de conselheiros militares.
O Catar agora parece determinado a garantir um arranjo semelhante, mas as negociações atuais focam mais na interoperabilidade, treinamento, compartilhamento de inteligência e cooperação com a indústria de defesa do que em implantações militares imediatas.
As negociações também refletem o crescente valor do Paquistão como parceiro estratégico, já que seu exército combina experiência operacional, capacidades expedicionárias, dissuasão nuclear e grandes tamanhos de forças.
Se assinado nos próximos meses, o acordo pode acelerar uma integração mais ampla da defesa entre o Sul da Ásia e o Golfo, envolvendo Arábia Saudita, Catar e possivelmente Turquia.
O novo alinhamento expandiria a influência estratégica do Paquistão muito além do Sul da Ásia, ao mesmo tempo em que daria às monarquias do Golfo acesso a instituições militares experientes sem construir uma nova aliança.
A velocidade das negociações também mostra que Doha acredita que o equilíbrio regional de poder está entrando em uma fase mais perigosa, que exige coordenação militar rápida antes que uma crise ecloda.
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