Novamente o Irã deixou caças vulneráveis aos ataques dos americanos e israelenses
As Forças de Defesa de Israel disseram que aeronaves da Força Aérea Israelense atingiram caças iranianos F-4 Phantom II e F-5 Tiger II preparados para decolagem em uma base aérea em Tabriz, no oeste do Irã, como parte de operações em andamento contra a infraestrutura militar iraniana.
Os ataques foram apresentados por autoridades israelenses como parte de uma campanha mais ampla voltada para degradar as capacidades aéreas e de mísseis iranianas antes que pudessem ser empregadas contra território israelense.
Em um comunicato publicado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel disseram: "Aeronaves da Força Aérea atingiram dois caças prontos para decolar dos tipos F-5 e F-4 pertencentes ao regime terrorista iraniano em um aeroporto em Tabriz, no oeste do Irã." Os militares acrescentaram que o ataque "foi realizado para prejudicar as atividades da Força Aérea Iraniana e aprofundar os danos aos sistemas de defesa do regime."
Segundo o exército israelense, a operação fez parte de ataques contínuos contra a infraestrutura do regime iraniano destinados a "prejudicar o regime e frustrar ameaças à retaguarda do Estado de Israel." O anúncio não especificou o momento exato do ataque, além de descrevê-lo como tendo ocorrido pouco antes do anúncio.
Autoridades israelenses não forneceram detalhes sobre o status operacional da aeronave além de afirmar que estavam preparados para a decolagem. Confirmação independente de se os jatos F-4 Phantom II e F-5 Tiger II estavam totalmente operacionais, em manutenção ou posicionados como iscas não estava imediatamente disponível.
Os alvos relatados representam algumas das aeronaves de combate mais antigas ainda operadas pelo Irã. A República Islâmica continua a disponibilizar caças F-4 Phantom II fabricados nos EUA, adquiridos antes da Revolução Iraniana de 1979, junto com aeronaves F-5 Tiger II que passaram por programas locais de modernização para prolongar a vida útil.
Em termos militares práticos, atacar aeronaves em solo pode reduzir a capacidade de geração de missões sem exigir engajamento ar-ar. Destruir aeronaves antes da decolagem remove potenciais plataformas de ataque, além de limitar a disponibilidade dos pilotos e a infraestrutura de manutenção vinculada aos esquadrões operacionais.
O exército israelense também relatou ataques contra lançadores de mísseis balísticos e instalações de radar durante o mesmo ciclo operacional. O direcionamento de sistemas de radar e nós de defesa aérea normalmente formam uma fase inicial das campanhas aéreas, permitindo maior liberdade de ação em espaço aéreo contestado para aeronaves atacantes.
Anteriormente, a mídia estatal iraniana divulgou imagens indicando planos para empregar aeronaves F-4 Phantom em possíveis ataques contra bases americanas na região. Autoridades israelenses não mencionaram diretamente essas declarações, mas enfatizaram que as operações tinham como objetivo prevenir ameaças antes da execução.
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