Programa T-7A da Força Aérea dos EUA levanta preocupações sobre custos
A Força Aérea dos Estados Unidos enfrenta um escrutínio crescente sobre a estrutura de custos do programa de treinamento T-7A Red Hawk à medida que se aproxima da fase de decisão do Marco C, uma etapa chave de aquisição que determinará se a aeronave entrará em produção em ritmo completo. A revisão ocorre em meio a atrasos contínuos no cronograma e esforços contínuos para estabilizar o planejamento de desenvolvimento e manutenção do treinador de próxima geração.
O programa T-7A, liderado pela Boeing em parceria com a Saab, foi concedido em 2018 sob um contrato de desenvolvimento de preço fixo avaliado em cerca de 9,2 bilhões de dólares. A aeronave tem como objetivo substituir o envelhecido T-38 Talon, que serviu como o principal treinador avançado a jato da Força Aérea por mais de seis décadas. Autoridades da Força Aérea têm enfatizado repetidamente que a substituição do T-38 é necessária para manter o fluxo de treinamentos de pilotos, já que a demanda por pilotos de caça continua alta.
Preocupações em torno da estrutura de custos do programa ganharam atenção à medida que a decisão de produção do Marco C, esperada para o início de 2026, se aproxima. Relatórios de aquisições disponíveis publicamente e depoimentos no Congresso mostram que a Boeing registrou mais de US$ 2 bilhões em perdas de programas, vinculadas a custos de engenharia e produção acima do esperado sob o modelo de contrato de preço fixo. A pressão financeira alimentou uma discussão mais ampla dentro dos círculos de aquisição de defesa sobre como o risco foi distribuído entre o contratado e o governo ao longo da vigência do programa.
A Força Aérea reconheceu que os prazos de desenvolvimento mudaram após desafios técnicos descobertos durante os testes. Oficiais de serviço confirmaram anteriormente trabalhos de redesenho relacionados ao sistema de assentos ejetores, bem como o amadurecimento contínuo da integração de software e sistemas de treinamento. Esses problemas prolongaram os cronogramas de testes de desenvolvimento e atrasaram os marcos planejados de implantação.
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