O melhor General dos aliados na Segunda Guerra Mundial: "Sir" William Joseph Slim

 

Willin Slim é, sem sombras de dúvida, o mais competente comandante aliado da Segunda Guerra Mundial. Estava muito acima de qualquer outro comandante, não somente britânico, mas norte-americano ou soviético. O fato de que seu campo de ação fosse um cenário considerado "menor", além de suas origens humildes, levou frequentemente a que fosse injustamente relegado. 

Slim nasceu em 1891, em Bristol, em uma família católica de classe média baixa. Utilizando uma astúcia jurídica, conseguiu se alistar, em 1914, como alferes. Na Primeira Guerra, participou da campanha de Galípoli, onde foi gravemente ferido, depois combateu na França e na Mesopotâmia, para ser enviado, no final da guerra, à Índia. 

Quando a Marinha Britânica não conseguiu forçar a passagem dos Dardanelos em 1915, coube às tropas britânicas e do ANZAC capturar a península de Gallipoli dos turcos. Mas a campanha terrestre foi um desastre total.

No início da Segunda Guerra Mundial, Slim era General de Brigada, e foi enviado à Síria, Pérsia e Iraque. Em março de 1942, tomou o comando do 1º Exército birmanês, então em debandada, depois da queda de Rangum, em plena ofensiva japonesa. No final de 1943, o 14º Exército foi formado sob seu comando. 

Sua primeira preocupação foi restabelecer o moral de seus homens, que se encontrava em seus níveis mais baixos, depois da série de derrotas contra os japoneses. Ele logo o conseguiu, porque incutiu na cabeça de seus soldades a certeza de que eram superiores aos inimigos em tudo. Deles, dizia que eram impetuosos quando ia bem, mas que ficavam abatidos se os planos mudasses. A denominação "exército esquecido" é muito apropriada pela importância que o cenário do Pacífico tinha para Londres. 

O lendário General Slim em revista de seus soldados na Birmânia durante a Segunda Guerra Mundial. Sangrou mortalmente os japoneses por onde passou. 


Slim combinava à perfeição uma personalidade forte e um magnífico humor e afabilidade. Não só ganhou o respeito como também a confiança de seus homens, de tal forma que consideravam que, com ele no comando, tinham possibilidades de sobreviver. 

Uma vez que reconstruiu seu exército, colocou mãos à obra para reconquistar a Birmânia. E isso apesar de encontrar-se no final da lista de prioridades, pois todo o esforço aliado se concentrava na Europa. Apesar de tudo, Slim conseguiu obter os fornecimentos e o apoio aéreo necessários. 

Era um mestre da logística, algo fundamental no cenário em que combatia. Conseguiu vencer facilmente as manobras dos japoneses( que se desgastaram inutilmente) antes de infligir-lhes derrotas decisivas, como em Kohima-Imphal e Mandalay. 

O Marechal soube homogeneizar o conglomerado de tropas sob seu comando, até converter o 14º Exército em uma força vitoriosa, que condenou um número desproporcional de soldados japoneses a enredarem-se em um cenário inesperado, até sua derrota final. Para isso, tirou todo o proveito possível do transporte aéreo, que geriu perfeitamente. 

Em 1945, Slim foi nomeado comandante em chefe das forças aliadas em terra no Sudeste Asiático. Em 1948, tornou-se chefe do Estado-Maior imperial e, em 1953, governador-geral da Austrália. Publicou suas memórias em 1956, Derrota na vitória, que são um exemplo de humildade, nas quais reconhece seus próprios erros. 

Faleceu em 1970. 


Estátua de Slim em Whitehall, em frente ao Ministério da Defesa, foi inaugurada pela Rainha Elizabeth II em 1990. Projetada por Ivor Roberts-Jones, a estátua é uma das de três líderes militares britânicos da Segunda Guerra Mundial (os outros são Alan Brooke e Bernard Montgomery).

O Marechal Britânico "Sir" William Slim, foi o melhor comandante com o qual os aliados contaram, embora sua participação em um teatro considerado menor o tenha privado dos louros obtidos em outras frentes. 



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