Chineses entregam modelo de seu caça furtivo J-20 ao comando do Irã e gera especulações

 

A entrega de um modelo em escala do caça invisível Chengdu J-20, fabricado na China, pelo adido militar de Pequim em Teerã, ao general de brigada Hamid Vahedi, comandante da Força Aérea da República Islâmica do Irã (IRIAF), vai além do mero protocolo simbólico, mas marca um ponto de virada potencialmente histórico nas relações militares sino-iranianas em um momento em que a instabilidade regional e a rivalidade entre superpotências estão em níveis recordes.

O momento ganhou uma dimensão estratégica quando fotos e vídeos foram amplamente divulgados pela grande mídia iraniana e plataformas digitais, acompanhados pelo alerta de especialistas como o Dr. Farzin Nadimi, do Washington Institute, que afirmou: "Se a China fornecer ao Irã aeronaves de quinta geração, isso não só fortalecerá a dissuasão de Teerã, mas também sinalizará a disposição de Pequim em desafiar abertamente as sanções dos EUA."

Aumentando o elemento de especulação, a declaração do porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, de que "a China está pronta para compartilhar suas conquistas no desenvolvimento de equipamentos com países amigos" tem sido novamente alvo de escrutínio em Teerã, já que os círculos de defesa iranianos interpretam cada vez mais a declaração como ambiguidade estratégica deliberada, em vez de linguagem diplomática rotineira.

A reação da comunidade de inteligência de fontes abertas destacou a surpresa entre os analistas de defesa, com um deles alertando: "O adido militar da China entregou um modelo em escala do caça invisível J-20 ao comandante da força aérea iraniana em uma reunião oficial, isso não é um bom sinal", enquanto o analista israelense Tal Inbar alertou: "Às vezes, o modelo de mesa é apenas um modelo, não espere muito ao ver um J-20 real no Irã."

A mídia de defesa iraniana, intimamente ligada ao governo, reforçou o significado simbólico da medida quando um alto funcionário afirmou anonimamente: "A apresentação desta réplica do J-20 aumenta as especulações sobre a entrega da aeronave e sua possível entrada no inventário da Força Aérea da República Islâmica do Irã", enquadrando o gesto como uma preparação psicológica planejada.

Esse desenvolvimento ocorre em um momento em que o Irã enfrenta uma crise urgente de poder aéreo, quando sua frota ainda é dominada por aeronaves pré-1979, como o F-14 Tomcat de fabricação americana e o MiG-29 da era soviética, que estão cada vez mais expostos à ameaça de sensores modernos, penetração de invisibilidade e mísseis de longo alcance além da linha de visão.

Do ponto de vista estratégico, a possibilidade de a China exportar o ativo stealth mais valioso se cruza com uma reavaliação pós-conflito por Teerã, após uma série de incidentes regionais expor a lacuna de defesa aérea do Irã para as capacidades israelenses e americanas, acelerando assim a busca por plataformas resilientes e difíceis.

Do ponto de vista econômico, a especulação sobre um possível acordo de petróleo por armas no valor de cerca de USD2 bilhões, equivalente a cerca de RM9,4 bilhões, em linha com o mecanismo comercial de evasão de sanções do Irã com Pequim, reforça a noção de que exchanges não baseadas em moeda poderiam apoiar a transferência de armas de alta tecnologia no futuro.

No geral, esses sinais sobrepostos elevam a entrega do modelo J-20 de mero teatro diplomático para uma indicação precoce de um possível realinhamento do poder aéreo do Oriente Médio, potencialmente corroendo a vantagem militar qualitativa do Ocidente e de Israel caso o simbolismo se torne realidade.


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