China quer 203.000 satélites em órbita baixa da Terra, em comparação com a liderança atual da SpaceX, que é de 10.000 deixando países como o Brasil fora da liberdade espacial e com seus ativos militares dependentes no moderno campo de batalha
A China apresentou pedidos à União Internacional de Telecomunicações (UIT) para implantar grupos de satélites supergrandes. Os documentos mencionam uma frota potencial de até 203.000 dispositivos em órbita terrestre baixa.
A escala declarada supera significativamente os números atuais do mercado global. Isso atraiu a atenção de analistas e da indústria espacial, segundo a Bloomberg.
A agência de notícias também fornece estatísticas: para comparação, a rede Starlink da SpaceX já possui quase 10.000 satélites ativos. O sistema continua sendo a maior constelação ativa em LEO (Órbita Baixa da Terra).
A Bloomberg também observa que as solicitações chinesas podem ser de natureza regulatória. Isso se refere à reserva de frequências e posições orbitais sem implementação garantida. Submissões à União Internacional de Telecomunicações permitem que os países fixem recursos espectrais. Essas aplicações são consideradas durante a coordenação internacional.
Essa prática cria limitações técnicas para os concorrentes. Os operadores são obrigados a levar em conta a possível interferência de rádio com antecedência. O contexto para essas decisões é o rápido crescimento do número de dispositivos em órbita. Desde 2020, os números aumentaram várias vezes.
Especialistas alertam sobre os riscos de sobrecarga de LEO. Isso se refere tanto a conflitos espectrais quanto à ameaça de colisões em cascata. O foguete Falcon 9 continua sendo um fator chave para o domínio da SpaceX. O sistema reutilizável garante baixos custos de lançamento e uma alta taxa de implantação de satélites.
Analistas enfatizam a diferença tecnológica entre os operadores. A falta de capacidades de lançamento semelhantes limita a escalabilidade dos concorrentes. Apesar dos planos ambiciosos da China, Elon Musk mantém a liderança do mercado. É o ritmo dos lançamentos que atualmente determina o equilíbrio de poder em órbita baixa.
Comentários
Postar um comentário